segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sei cada vez menos do que vejo tão pouco que me sabem sendo e ignoram o mais vulnerável dos sentidos. aqueçam a almas no passado moribundos de um presente autista afagado pelo inverosímel.
Se ainda me queres vender
Se ainda me queres negociar
Isso já pouco me interessa
Perdemos o gosto de viver
Eu a obedecer e tu a mandar
Os dois na mesma triste peça
Os dois à espera do fim

Jorge Palma - À espera do fim

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

SCUBA diz:
podia dizer tudo e mais alguma coisa
SCUBA diz:
mas nao ia servir de nada
SCUBA diz:
silencio, nao é? Silencio
canção segredo diz:
quando ouvires as palavras percebes que silêncio não significa ausência de palavras
Não percebes que o silencio não passa de um subterfúgio de infinitas palavras.
Não me deixas cair, mas também não me sabes levantar.
Andas em círculos.

e nada

Não tens que saber nada que não sejas, senão o erróneo da situação, é cair e continuar a rodar o filme. Não existem pessoas perfeitas, e estou tão longe disso. Canso-me de chorar. E sei que no fundo estou feliz. Crio a problemática para a redimir ao meu alter-ego. Envolvi-me com um ser máximo de crianças em estado neurótico, a culpa foi minha, não me mutilo, por isso. Fazia-me falta o anjo que me protege, e sou eu que protejo quando nem lucidez tenho para o meu cérebro. Enregelo-me no meu vasto silêncio de vozes que me perseguem e encalço a alma que fui naqueles dias com a dureza dos factos na mão. Desculpa-me por te iludir, sou louca e com os loucos as coisas não funcionam, pelo menos por muito tempo. E volto a chorar-me. Reduzo as palavras ao seu mínimo ético e sonhara eu com ouvidos alheios nas profundezas dos gritos. Altera-me a mímica e corre para o vento, enquanto é tempo. Fria és, crua, qual ente imolado pela tamanha gíria. Livre, no sufoco. No novo começo vegetativo que as lágrimas permitem e estou assim. É lá que se soltam as palavras, ensina-me a calar mais ainda o que nunca se apaga. Amordaça-me o que vejo. Deixa-me cair.